| Já se fala sobre o envelhecimento da população - com os avanços da medicina e o desenvolvimento de novas drogas a medicina vem logrando aumentar a expectativa de vida da população. Este fenômeno mundial remete a uma população de centenários. Conforme dados da Previdência Social a esperança de vida ao nascer que em 2010 é de 77,3 anos de idade projeta 81,8 anos em 2030. Não obstante todas as doenças típicas do avanço da idade, em especial as denominadas crônico-degenerativas, como lidar com a inversão da pirâmide populacional? Esta questão de saúde pública vem se intensificando em discussões Brasil a fora! Embora não se saiba exatamente como lidar com esse fenômeno, é preciso pensar em suas consequências. A começar pelo volume de recursos da saúde pública. Isto se agrava ainda mais pelos altos custos da saúde privada para a população idosa, isto é, acima dos 65 anos de idade, que pela inviabilidade financeira da contratação de um “plano de saúde” pelos custos proibitivos, tem como única fonte de recurso a saúde pública – o SUS.O modelo atual de tarifação dos planos de saúde suplementar concebido em 1999 - quando a esperança de vida ao nascer era de 73,9 anos de idade - fatalmente deverá ser remodelado nos próximos anos, para a própria sobrevivência do sistema. No mesmo sentido, temos uma projeção da redução da taxa de fecundidade que era de 2,45* em 1.999 para 1,9* em 2.030 conforme fonte do IBGE. Isto significa uma redução significativa da população jovem em 2.050, por exemplo, onde teremos uma reconfiguração do perfil etário no país. (“*” entenda-se o número de filhos por mulher). Este fenômeno também impacta o sistema de previdência privada onde a parcela contribuinte para o sistema não suportará subsidiar os custos dos beneficiários pela simples inversão quantitativa: redução dos jovens frente ao prolongamento da vida dos idosos. “Se por um lado tudo sugere o caos, por outro, vale repensar os modelos em busca de ferramentas inovadoras para gestão da saúde”, destaca Dr. Euro Palomba, médico e presidente da Global Care. O modelo atual de tratamento da doença migrará naturalmente para a manutenção do estado saudável da população. As preocupações com prevenção e cuidado com monitoramento de pacientes deverá se tornar uma tendência. A própria informação ao indivíduo dos cuidados frente ao diagnóstico de uma eventual doença ganhará recursos tecnológicos para atendimentos à distância. Com informação e tecnologia disponíveis a custos populares o gerenciamento de populações de alto risco clínico seguirá uma tendência, inclusive na saúde pública. Já se encontra em homologação equipamentos para telemetria de sinais vitais de pacientes transmitidos via internet ou telefonia capazes de monitorar pacientes fora de casa ou do ambiente hospitalar. Todos esses recursos atingirão rincões do país, deixando de ser exclusividade dos grandes centros. “Certamente a democratização do acesso à medicina passará pela implementação de recursos tecnológicos e um novo enfoque sobre as debilidades advindas da idade avançada e uma reformulação da conceituação daqueles considerados incapazes para o desempenho de uma atividade produtiva”, completa Dr. Euro. |
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Qua, 09 de Fevereiro de 2011
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